No meio do nada, você apareceu. Me olhou, sorriu, e eu fiquei muda. Muda. Você e o seu sorriso lindo. Eu e minha falta de palavras. Eu te olhava e você caminhava. Caminhava em minha direção e sorria. Falta de espaço, falta de frases, falta de ar. Ai, meu Deus, me deixa viver agora. Eu preciso morar, dormir e acordar com esse sorriso. Esse sorriso lindo que duraria uma vida se você quisesse. E você não parava de sorrir e apertava os olhos. Grave. Grave! Seus olhos rasgados, me olhando. Seu sorriso de um minuto, dez anos, cinco horas. Você parou de repente e tudo em volta também. Parecia um filme. Um filme que eu nem sabia a fala. Mas eu não tinha fala e você me olhava. Vai, engole esse sorriso que não é seu. Come as palavras dele. Se alimenta. E lá estávamos nós. Mudos. E nosso silêncio que tanto dizia.
O problema é que tudo me cansa, me enjoa, perde totalmente a graça em fração de segundo; só não entendo o porque que nesses últimos dias ando tão viciada em você.
Eu quero um mundo de caramelo, onde tudo seja melhor, e essa criancinha que eu levo dentro me escape do coração. Só um lugar adocicado, onde as nuvens sejam algodões, que marshmallows caiam do céu, e que os sonhos tenham sabor de chocolate. Um mundo de brigadeiro também não me faria mal, eu brincaria com meus amigos muffins e viveria com um sorriso de neve estampado no rosto. É, assim que deveria ser, mas por enquanto vivo num mundo azedo, em preto e branco, cheio de maldade. Se me ajudarem, posso mudar isso, só preciso de um pouco de cor, alegria e doces (: